Daqui pra frente
Faz um tempo que não escrevo qualquer tipo de coisa. Seja relatos da minha vida super
interessante e corrida ou sobre qualquer acontecimento aleatório e insignificante. Tenho a impressão de que sufocar-se é mais provável do que se sentir bem, principalmente quando a vida resolve dar um empurrãozinho para que você se atire precipício abaixo, mesmo contra sua vontade. Enfim...
As coisas têm andando em passos largos e, nem sempre, tenho acompanhado essa volatilidade. Acho que não adquiri a autoproteção necessária para lidar com tanta coisa e, por vezes, me sinto um tanto quanto perdido. Sempre segui lei semelhante a uma pregada pela fisiologia médica quando refere-se a neurotransmissão: “Ou tudo, ou nada.” Não consigo me dedicar só metade, não consigo ser amigo só pela metade, não consigo amar só cinqüenta por cento.
Ah, o amor. Esse sacaninha que te passa uma rasteira de vez em quando e te derruba. E, aquele coração fragilizado por conta de outrem, novamente estraçalha-se em incontáveis pedaços e que, arduamente, custa pra ser reconstruído. No entanto, esse mesmo amor que te derrubou é aquele que te pega pelos braços e te ajuda a mostrar que sempre há uma segunda chance, um segundo abraço, uma nova vontade de seguir em frente. E, dessa vez, fui pego pelos braços. Os braços da felicidade, da crença de que o amanhã pode mudar o que, hoje, se pensa imutável. Eu tenho me deleitado nos braços desse amor o qual, ultimamente, tem significado algo. Que tem significado mais. Que hoje é tudo. Esse amor o qual me faz acreditar que seremos os primeiros a durarem para sempre.
E que daqui para frente, os vendavais se destinem ao fracasso. Que as tempestades se confluam para dias de sol. Que as inseguranças se concretizem em irrelevância e os dias sejam meses, estes anos e, por fim, estes sejam o sempre. Que o amor não se esvaia pelo cansaço e não se conforme com uma ou duas tentativas. Que compreenda e fale quando é preciso ficar em silêncio. Que um abraço se resuma em outro e o olhar transpareça verdade. E que, por fim, as lágrimas iminentes sejam reflexos de sorrisos.
Quando se ama, mesmo aquilo que não se pode compreender é deixado de lado. Mesmo a confiança perdida, dita irrecuperável, é contornada. Porque quando há amor, há felicidade. E quando esta se faz presente, nada mais importa.
Música: Into the Fire - Thirteen Senses
This entry was posted on 13:19
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1 comentários:
Vc sabe que eu adoro ler suas publicações... rss COmeço ler e nao consigo mais parar rsrsrs.... ;)
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