28 de janeiro de 2011. O dia que desejei tanto. Que sonhei acordado tantas vezes. Que nas noites de choro e soluços era o único dia pelo qual eu buscava e me fazia seguir em frente. Tudo tem sua hora. Acho que de tão real, se tornou clichê.

Foram 3 anos massacrantes, inúmeras decepções, incontáveis horas de mau humor e estudos (des)necessários. Foram amizades das quais abri mão, foram festas, comemorações e ôba-ôba perdidos. Foram as mais fajutas desculpas e pretextos para permanecer em casa, afogado em livros, imersos em sonhos de criança. Eram mais momentos tristes, mais infelicidades do que inefáveis bons momentos. Foram anos tempestuosos. Digamos que foram os meus anos de chumbo. Anos estes, que se findaram no dia 28 de janeiro de 2011.

Em uma sexta feira, sob um sol de janeiro na iminência de se pôr, eu vi meu nome naquela lista da UFBA. A tristeza, então, se transpôs em felicidade. Foi por essa sensação que buscava. A melhor sensação que já tive até hoje. Depois, tudo pareceu tão pequeno. Tantas noites de literal sofrimento pareceram tão insignificantes diante de tamanha alegria. Tantas lágrimas de esforço frustrado pareceram poucas diante de tantas lágrimas de satisfação, de emoção, de amor pelo meu pai sorrindo igual criança e do abraço em família. Era uma mistura do inacreditável com o inesperado desejado, saca?

Hoje, estou aqui, só sorrisos. Porque, né? Sonho de fazer medicina na federal deixa qualquer um assim, besta com a vida. Estou feliz. Mas o que estou sentindo? O que estou sentindo não é felicidade. É mais.

Nota: Na foto, algumas das pessoas que também partilharam momentos parecidos e que, naquele cursinho, tornaram-se grandes amigos. A música de Móveis me faz lembrar de tudo e do quanto estou a disposto a fazer tudo de novo, se necessário. Meus parabéns a toda a galera que compartilhará esses 6 anos comigo. Boa sorte, galera. É MEDICINAAA PORRRAAAA! rs