A dor machuca, corrói, degrada o coração. Mas não falo de qualquer dor. Falo daquela que faz o coração apertar-se devido a um objetivo não alcançado ou a conquista frustrada pelo coração de alguém. Falo da dor do abandono, da expectativa errada. Da dor da saudade, do querer "ver de novo", dos abraços e beijos escondidos. Da dor do amor.

Amei. Sofri. Doeu por certo tempo. E Passou. É o ciclo natural da dor. E durante todo o processo de masoquismo sentimental, confrontei o mundo, bati o pé no chão e chorei dizendo que jamais queria passar por aquilo de novo. Me revoltei. Até olhei no espelho e feri meu ego, me achei estúpido. E, novamente, sofri. No entanto, com o passar do tempo, a dor passou. Dissipou-se feito chuva passageira e esvaiu-se em um vazio sem precedentes.

Bem, cheguei a parte do vazio. E me dei conta de que a dor não é a pior das coisas. Porque a partir do momento em que ela acaba, sua vida vira uma rotina por nada. Vira uma busca pelo nada. E, no fim, descobri que prefiro a dor a não sentir nada. Pois quem está sofrendo é porque ama. E se ama, há algo ou alguém por quem se deve lutar. E, mesmo que a luta fracasse, há sempre algo a mais. Há sempre um novo alguém, uma nova expectativa, um novo sonho, uma nova felicidade ,e por fim, uma nova luta pelo amor.

Dedicado a todos aqueles que amam e sofrem pelo amor.


Música: Show Me How - Stereophonics