Gary Go - Open Arms (Official Music Video)

Quanta petulância. Quanta arrogância. Quanta infantilidade. E ainda assim, meu coração explode de sentimentos por teu sorriso inefável. Quão imprudente. Quão irrelevante. E ainda assim, meus olhos ao se fecharem traz em pensamentos tua fragilidade estampada em um rosto friamente necessitado. Necessitado de carinho, de amor, de mim.

Parece que me acostumei a encarar cada despedida como se de fato fosse a última. E, de maneira quase que imediata, pergunto-me se a irrealidade intrínseca a isso – seja lá qual for a denominação desse sentimento -, se faria real em algum de nós. Claro que sempre quis a ti do mesmo modo que criança sonha com um mundo encantado, e creio que, mesmo escondendo por entre subterfúgios escapistas, me iludo em querer que tu voltes para mim toda e qualquer vez que sentires só. Porque simplesmente mão me importaria em suportar aquela nossa conversa gélida a respeito do cotidiano. Mas brindaria a vida se tu viajasses milhas só para encarares meus olhos e tu dizeres que eu importo de algum jeito para ti.

Acho que sempre ficarei intrigado por esse sentimento tão imprudente, que magoa e que traz o pior eu à tona. Vivo dizendo que na maioria das vezes precisamos apenas de nós mesmos, mas que culpa tenho eu se é só teu abraço que anseio? Se só teus braços castos que podem me proteger?
E assim, enquanto tu estas a circular pelo mundo, anseio por tua volta silenciosa. Talvez essa saudade consuma cada parte de mim a cada novo dia, ainda assim, torço para que em algum momento em tua caminhada, percebas que, o que falta em ti, sou eu.