O quão injusto podes ser. O quão indigno de ternura e amor tu és. Eu que um dia fui parte de ti. Que formei minhas opiniões a partir da tua experiência de vida. Que aprimorei minha maneira de ser com base em teus princípios mais que tradicionais.

Não digo que sinto falta, porque de ti nunca tive muita coisa. Nunca fui o que tinha razão, nunca fui o detentor da verdade e nunca fui perfeito. Confesso que diversas vezes, em meio a caminhos antagônicos, é tu que estavas lá para me mostrar qual caminho seguir. Porém, isso não te dá o direito de interferir nas minhas convicções e no meu novo modo de viver. Não tens o direito de infringir os meus limites para satisfazer tua autopiedade.

Por fim, é com pesar que lhe digo: Te amo. Não pela pessoa que tu és. Mas te amo odiando todos os teus defeitos. Assim como tu me vês exaltando em ti tudo o que um dia nunca serei. Te amo, mas as injustiças por ti cometidas só fazem com que esse amor diminua.