Aquela carência extrema e um dia abafado. Mais um dia perfeito para por em prática meu masoquismo sentimental. Analisando meu pseudo ego vejo que ele é constituído de falhas e inseguranças. Olho ao redor e vejo as pessoas com sua felicidade plena, com sua tristeza inevitável, com sua euforia momentânea e acabo por me sentir imune a qualquer tipo de emoção. Pelo menos até agora.

Talvez eu sinta mais que um torpor de uma vida corrompida pela busca de uma felicidade inalcançável. Mais que um arfar pesado e difícil de uma personalidade que se esvaiu. Porém tudo o que me resta agora é o cansaço. Das coisas, das pessoas e da vida.